China envia novo carregamento de ajuda humanitária à Venezuela

Oposição voltou a se reunir na Venezuela neste sábado (11), mas em número menor do que nos protestos do último dia 30 de abril. — Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

Avião levou carregamentos com remédio e equipamentos médicos ao aeroporto Maiquetía, perto de Caracas. Governo chinês é um dos que ainda reconhecem Nicolás Maduro como presidente.

Um segundo avião com remédios e suprimentos médicos da China chegou à Venezuela nesta segunda-feira (13) como parte dos acordos de cooperação “técnicos humanitários” firmados entre o regime de Nicolás Maduro e o país asiático.

Um Boeing 747 pousou no aeroporto de Maiquetía, na região de Caracas, com 71 toneladas de medicamentos e equipamentos médico-cirúrgicos, informou o governo chavista em um comunicado à imprensa.

O carregamento inclui suprimentos para gestantes e medicamentos para tratamento de doenças respiratórias.

O ministro da Saúde do regime chavista, Carlos Alvarado, disse que, somada essa segunda carga à primeira entregue pela Rússia e pela Cruz Vermelha, a Venezuela recebeu 166 toneladas de remédios e suprimentos.

Alvarado também anunciou que está previsto que chegue nos próximos seis meses à Venezuela medicamentos e suprimentos médicos no valor de US$ 104 milhões.

Ele disse que, além da “assistência técnica humanitária”, os medicamentos comprados diretamente da China também serão importados “para ajudar a reduzir o impacto do bloqueio criminoso perpetrado pelo império norte-americano”.

O embaixador chinês na Venezuela, Baorong Li, disse esperar que os medicamentos reduzam os “danos causados por sanções estrangeiras”, em uma alusão a medidas que incluem um embargo de petróleo em vigor desde 28 de abril.

Primeira ajuda

Carga de ajuda humanitária é retirada de avião enviado pela China ao aeroporto de Maiquetía, na Venezuela, em 29 de março — Foto: Manaure Quintero/Reuters

Em março, um carregamento com 65 toneladas de ajuda humanitária enviada pela China chegou com medicamentos e insumos médicos também pelo aeroporto de Maiquetía.

O regime chavista considerou a chegada da ajuda uma vitória contra o governo dos Estados Unidos. Na pista do aeroporto, o ministro da Indústria venezuelano, Tareck El Aissami, afirmou: “Estamos vencendo o pretenso cerco e o bloqueio”.

A China, inclusive, é um dos países que mantiveram o reconhecimento a Nicolás Maduro como presidente da Venezuela. A Rússia também apoia o governo chavista, e enviou carregamentos de ajuda humanitária e guarnições militares à Venezuela – movimento criticado pelos EUA e pelo Brasil.

Créditos Por France Presse